terça-feira, janeiro 04, 2011

2011 chega prometendo!!!

Deixa de lado aquelas simpatias chatas e mofadas pra começar de pegada o novo ano. Há coisas mais importantes que dão os toques se vai ser bom ou ruim, ou ao menos o começo dele.
Depois de ter passado véspera, Natal e pós no meio dum monte de gente que não fazia a menor ideia de onde tinha saído eu ostentava poucas esperanças pra na hora em que o relógio zerasse. Mas não precisava ser tão foda quanto foi.
Quinta-feira saí do trampo e fui com a futura senhora Alves ao mercado comprar cervejas e comida pro estoque particular de guloseimas e danações. Claudicava um pouco, tinha uma coisa na bunda (sem piadinhas de duplo sentido, por favor) que me fazia mancar, parecia inflamação no nervo. Tentei ir com calma. Mas só me livrei daquele inferno cheio de pessoas sedentas por se empanturrarem de porcarias depois de quase duas horas.
Na sexta-feira de madrugada o primeiro aviso de que o dia prometia bastante gelo esturricando. Às cinco da manhã acordei rangendo os dentes. Me aninhava, mas o frio parecia cortar os ossos ao meio. Quando me levantei, afastando o cobertor, levei uma lufada de ar direto da boca do capeta. Opa! Algo bem esquisito. Andei pela casa inflada daquele bafo rançoso e voltei a dormir.
Acordei às onze e me sentia relativamente bem. Até ajudei minha noiva a fazer doces.
Três e meia, a segunda crise de febre. Batia as pernas mesmo enrolado no edredom. Bebia chás. Mas porra nenhuma me esquentava. Tomei coragem só às sete da noite e fui ao pronto socorro.
Lá um carinha com cara mais remoçada que meu sobrinho de 15 anos apalpou um pouco minha bunda. Constrangedora a situação, ainda mais quando sua namorada, que está vendo tudo, espalha a história praquele irmão pentelho e pros fila-boias amontoados na sua casa. Sem medo de errar o monitor de sala deu o veredicto: adenite.
- É normal. Muita gente tem isto.
Receitou antibiótico e anti-inflamatórios e me mandou pra casa.
Nada beleza! Acabava de perder toda a grana nas cervas que havia comprado. Ia passar pra 2011 mais seco que o Saara. Mas a dor acabaria.
O futuro do pretérito se encaixa perfeitamente.
Porque ela só cresceu. Minha bunda ficou igual a um pão daqueles enormes que passaram tempo demais no forno. Dura e doída. E a febre indo e vindo.
Uma besta, pode me chamar. Fiquei com aquela dor filha da puta o sábado inteiro. No domingo de manhã, sem conseguir andar direito, fui carregado pelo meu pai ao hospital. A médica deu uma examinada, não pôs a mão no queixo porque senão seria porca, mas com aquela cara séria que a gente faz quando apoia polegar e indicador no mento e finge cara de sério, sentenciou:
Resultado. Após internamento e cirurgia arrasto um dreno gigante no toba.
2011 começou legal pra caramba!

3 comentários:

lu disse...

oquei. mas vale a pena umas orações pedindo pra que isso não aconteça neahm. besoss

Cecília Forasteira disse...

Ui! Sabia do ocorrido, mas lendo o relato ficou bem pior... Mas sem drama, 2011 promete só coisas boas! (Eu espero)
Beijos meu irmão.

**** disse...

Opa, Lu! Nesta hora o mais incrédulo dos ateus dá dizimo na Universal em troco dum milagre! Beijos.
É Ciça, o troço foi bruto. Também espero que venham coisas boas neste ano, ao menos me programei pra isto. Beijos!